Qual brinco usar em orelha sensível que coça e inflama?
Orelha que coça com brinco costuma ser alergia ao níquel. Veja os metais mais seguros (ouro 18k, aço cirúrgico, prata), como cuidar do furo novo e o brinco do bebê.
Resposta rápida
Orelha que coça, fica vermelha ou solta secreção com brinco costuma ter alergia ao níquel, metal comum em bijuterias e tarraxas. Para orelha sensível e para o primeiro furo, prefira ouro amarelo 18k, aço inoxidável cirúrgico, prata de lei ou platina, como recomenda a Academia Americana de Dermatologia. No furo novo, deixe o brinco inicial por pelo menos seis semanas e limpe com produto suave.
Se a orelha coça, fica vermelha ou "mela" quando você usa brinco, o culpado mais provável é o níquel. Ele aparece em bijuterias, em peças banhadas e, muitas vezes, na tarraxa, aquela pecinha de trás.
A solução é trocar o metal. A Academia Americana de Dermatologia (AAD) indica peças sem níquel ou feitas de aço inoxidável cirúrgico, ouro amarelo de teor alto, prata de lei ou platina.
Este artigo traz informação geral e não substitui consulta com dermatologista ou pediatra.
Por que a orelha coça e inflama com brinco?
Existem duas causas principais, e elas pedem cuidados diferentes.
Alergia ao níquel. É a alergia de contato mais comum em países industrializados. A Wikipedia, com base em estudos médicos, estima que ela atinja de 8% a 19% dos adultos e de 8% a 10% das crianças, e que mulheres sejam afetadas de 4 a 10 vezes mais do que homens. Uma das explicações citadas é justamente a exposição maior a brincos e furos.
A AAD aponta brincos e tarraxas entre as maiores fontes de níquel nas joias. O sinal típico é coceira, vermelhidão e pele descamando no lóbulo, que aparecem horas depois de colocar o brinco e somem quando você tira.
Irritação ou infecção do furo. Furo novo, brinco apertado demais, sujeira ou mexer muito no lugar podem inflamar. Aqui os sinais são dor, inchaço, calor e secreção amarelada.
| Sinal | Mais provável | O que fazer |
|---|---|---|
| Coceira e vermelhidão só com certos brincos | Alergia ao níquel | Trocar o metal da peça e da tarraxa |
| Pele descamando no lóbulo | Alergia ao níquel | Tirar o brinco e procurar dermatologista se não melhorar |
| Dor, calor, inchaço, pus amarelado | Infecção | Procurar médico |
| Bolinha dura perto do furo | Pode ser queloide ou granuloma | Avaliação com dermatologista |
Quem já teve dedo verde ou coceira com anel provavelmente reage ao mesmo metal. Veja mais em anel deixa o dedo verde? Entenda a alergia a joias.
Qual metal de brinco é melhor para orelha sensível?
Nenhum metal é garantido para todo mundo, mas alguns são bem mais seguros. A lista da AAD para quem tem alergia ao níquel inclui:
- Ouro amarelo de teor alto (18k). É 75% ouro puro. O resto da liga costuma ser prata e cobre. Ouro branco pode ter níquel, então pergunte a liga.
- Aço inoxidável cirúrgico. Tem níquel na composição, mas libera muito pouco quando é de boa qualidade. Entenda em aço inox e aço cirúrgico em joias.
- Prata de lei (925). Costuma ser bem tolerada. Veja como saber se a prata é verdadeira.
- Platina. Ótima para a pele, mas cara.
O titânio também aparece com frequência em brincos de piercing e em linhas antialérgicas. Se escolher titânio, peça a especificação do material ao vendedor.
E os brincos folheados e banhados?
Peças banhadas têm uma camada fina de ouro ou ródio por cima de outro metal. Enquanto o banho está inteiro, muita gente não sente nada. Quando ele gasta, principalmente no pino, que atrita no furo, o metal de baixo encosta na pele. Se esse metal tiver níquel, a coceira volta. Saiba mais em joia, semijoia, folheada e banhada.
Como cuidar do furo novo da orelha?
O furo leva semanas para cicatrizar. A AAD recomenda:
- 1Lavar as mãos antes de tocar no furo.
- 2Limpar uma vez por dia com sabonete suave, sem perfume, e água, enxaguando bem.
- 3Passar uma camada fina de vaselina de bisnaga para manter a pele hidratada.
- 4Não usar água oxigenada nem sabonete antibacteriano, que agridem a pele em cicatrização.
- 5Manter o brinco inicial por pelo menos seis semanas, inclusive para dormir. Tirar antes pode fazer o furo fechar.
A Academia Americana de Pediatria (AAP) fala em quatro a seis semanas com o brinco inicial e recomenda girar o brinco com cuidado uma vez por dia. Ela também cita álcool ou pomada antibiótica duas vezes ao dia nos primeiros dias. As orientações variam um pouco, então siga a do profissional que fez o furo ou do pediatra.
Procure o médico se aparecer dor que aumenta, vermelhidão, inchaço ou secreção amarelada. A AAD também alerta para a pele elevada em volta do furo, que pode ser queloide.
Qual o melhor brinco para bebê?
A AAP recomenda que o furo seja feito com um brinco de pino redondo de ouro, porque o ouro diminui o risco de alergia e inflamação. Segundo a mesma entidade, o furo pode ser feito em qualquer idade, mas o ideal é esperar a criança ter maturidade para ajudar a cuidar do local. A decisão de quando furar é da família, conversando com o pediatra.
Na hora de escolher o brinco do bebê, observe:
- Metal: ouro 18k maciço no pino e na tarraxa.
- Formato: pino liso e frente pequena e arredondada, sem pontas que enganchem em roupa, cabelo ou cobertor.
- Tarraxa: muitas famílias preferem a tarraxa de rosca, que não solta com facilidade. Ela ajuda a evitar que o bebê perca a peça ou a coloque na boca.
- Aperto: a tarraxa não pode pressionar o lóbulo. Deixe um pequeno espaço para a pele respirar e para facilitar a limpeza.
Como a joalheria pode ajudar quem tem orelha sensível?
Cliente com orelha sensível pergunta sempre a mesma coisa: "isso é ouro mesmo? A tarraxa também?". A loja que sabe responder na hora vende com mais segurança e recebe menos trocas.
Para isso, cada peça precisa ter o metal e o teor registrados. Na RozarIA, o estoque é controlado peça por peça, com código, peso e teor, e a etiqueta com código de barras leva essas informações para o balcão. Assim o vendedor separa rápido os brincos de ouro 18k ou de aço cirúrgico para quem tem alergia.
Quando procurar um dermatologista?
Procure um dermatologista quando:
- a coceira e a vermelhidão não melhoram depois de tirar o brinco;
- surgem bolhas, pele rachada ou feridas no lóbulo;
- o furo solta pus, dói ou incha cada vez mais;
- aparece uma bolinha dura que cresce perto do furo.
Só o médico confirma a alergia ao níquel, com o teste de contato, e indica o tratamento certo. Depois de confirmada, a orientação geral é evitar o contato com o metal, escolhendo peças e tarraxas de material seguro.
Perguntas frequentes
Qual brinco não dá alergia?
Nenhum é garantido para todos, mas a Academia Americana de Dermatologia indica peças sem níquel ou de aço inoxidável cirúrgico, ouro amarelo de teor alto, prata de lei e platina. Confira também o metal da tarraxa.
Por que minha orelha coça quando uso brinco?
O mais comum é alergia ao níquel, presente em bijuterias, peças banhadas com o banho gasto e tarraxas. A coceira e a vermelhidão melhoram ao tirar a peça. Se houver dor, calor e pus, pode ser infecção e é melhor ir ao médico.
Brinco de ouro 18k pode dar alergia?
É raro. O ouro amarelo 18k é 75% ouro puro e está entre os metais recomendados para pele sensível. O ouro branco pode ter níquel na liga, e a tarraxa pode ser de outro metal, então vale perguntar os dois.
Quanto tempo deixar o primeiro brinco no furo?
A Academia Americana de Dermatologia recomenda pelo menos seis semanas, inclusive para dormir, e a Academia Americana de Pediatria fala em quatro a seis semanas. Tirar antes pode fazer o furo fechar.
Qual o melhor brinco para bebê?
Brinco de ouro 18k com pino redondo, frente pequena e arredondada e tarraxa do mesmo metal. A Academia Americana de Pediatria recomenda pino de ouro porque reduz o risco de alergia e inflamação. Tarraxa de rosca solta menos.
